Festival Flamenco Porto I 2019

COM APOIO DE

CAMERATA FLAMENCO PROJECT  

CASA DA MÚSICA
SALA 2
10 OUTUBRO 2019

“A sua música tem o som de todas as músicas”, descreveu o dramaturgo José Ramón Fernández acerca eles.
“Camerata Flamenco Project reinterpreta o universo dos compositores clássicos e consegue que a partitura tenha um som sempre novo, sempre vivo. Incorpora outros géneros musicais, como o flamenco e o jazz, o som de Camerata é único. Tão genuíno, diverso e rico como a identidade musical espanhola ao longo dos séculos. Fusão, liberdade, virtuosismo”.

Camerata é um grupo musical com mais de 15 anos de percurso e numerosos concertos e espetáculos em importantes festivais do mundo, no âmbito do flamenco, jazz e música clássica. Esta forma contemporânea e vanguardista de confrontar a música, leva-os a realizar interpretações de peças de mestres como Satie e Debussy, e a colaborar com artistas como Carmen Linares e J.M. Cañizares.

JOSE LUIS LÓPEZ
Tem formação musical com o mestre Enrique Correa, em Madrid. Em 1990 ganha
o Prémio de Interpretação no certame de música “Madrid Jovem 90”. Desenvolve e investiga a introdução do violoncelo no flamenco, ao qual imprime um estilo totalmente pessoal. No ano 2002 ganha o Prémio de Composição no “XI Concurso Internacional de Coreografia de Flamenco e Dança Espanhola”. No ano 2004 grava em directo o seu disco “Soleando Suite”, no Royal Concertgebouw de Amsterdam.

RAMIRO OBEDMAN
Ramiro Obedman é intérprete e compositor, que se movimenta num terreno de versatilidade estilística, que o leva a aprofundar no jazz, o tango e a música clássica, embora o flamenco seja onde tem desenvolvido a sua personalidade musical mais original e onde introduziu as flautas e saxofones às sonoridades flamencas.

PABLO SUÁREZ
A base da sua experiência no flamenco está presente em todas as suas vertentes, o baile, o cante, a guitarra e outros instrumentos. Solicitado como compositor, intérprete e diretor musical em várias companhias, Pablo Suárez acompanha estes conhecimentos com uma inquietante procura, onde a música é o principal objetivo. Encontra no piano uma forma pessoal de exposição.

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“FALLA 3.0”

VIOLONCELO JOSE LUIS LÓPEZ • PIANO PABLO SUÁREZ • SAXO / FLAUTAS RAMIRO OBEDMAN • BAILE ANABEL VELOSO

Quase um século depois de que Manuel de Falla tenha composto “El amor brujo”, Camerata atualiza esta peça do repertório clássico espanhol, respeitando estruturalmente todas as partes da obra e a entidade musical de cada uma delas.

Apresentam de uma forma atual e em trio, uma música com 90 anos desde a sua criação e que é universalmente conhecida. A profundidade na partitura original revelou um mundo de possibilidades sonoras, que com muito respeito, trabalho e prudência, colocaram ao serviço da música, no contexto do tempo atual. O seu objetivo é que se entenda este trabalho, desde um mínimo silêncio até um som impetuoso.

O projeto conta com a artista convidada Anabel Veloso, a jovem criadora e bailarina internacional, que reflete na sua produção artística a naturalidade de quem sente o flamenco como força, necessidade criativa e com um claro sinal reivindicativo cultural.

DORANTES  

CASA DA MÚSICA
SALA SUGGIA
23 OUTUBRO 2019

Conhecido como “a jóia do piano flamenco”, Dorantes nasce em Sevilha e pertence a uma das familias ciganas lendárias da história do flamenco.

Estuda no Conservatório Superior de Música de Sevilha, sendo o artista que introduziu o piano no flamenco.

Em 1998 compõe o emblemático “Orobroy”, considerado hoje um clássico do flamenco, pelo qual recebe o Prémio Demófilo a artista revelação da Fundação Machado, e o Prémio Nacional da Crítica Especializada Flamenco Hoy, ao melhor disco instrumental do ano.

Em 2002 compõe o álbum “Sur”, com o qual se torna de novo pioneiro, introduzindo instrumentos étnicos num álbum flamenco. Volta a receber o Prémio Flamenco Hoy ao melhor disco intrumental do ano, e é premiado na Bienal de Sevilha com 4 “Giraldillos” por um único espetáculo, o que nunca tinha acontecido antes.
Em 2005 realiza a composição musical da obra ” Lisistrate”, para o Ballet Nacional de Tokyo e também o concerto benéfico de Save the Childrens, no Royal Albert Hall de Londres. Em 2008 após receber outro “Giraldillo”, Dorantes mostra o seu lado como produtor, sendo o diretor musical e produtor do disco de honra a Gabriel García Márquez, premiado pela Fundação Machado a Melhor Produção do Bienio 06-08 e nomeado aos Prémios da Música.

Em 2009 recebe o Prémio Nacional Jovem Criador, sendo descrito pela crítica como um escrupuloso na técnica, inovador na composição e perfeito na execução. É diretor musical de “Flamenco Sinfónico”, obra concebida para orquestra, compondo para todos os instrumentos da mesma. A obra foi representada pelas Orquestras de Moscovo, de Tokyo, de Sofia e de Málaga, o que o torna um dos melhores criativos com numerosos encontros interculturais e propostas cénicas contemporâneas.

Em 2012 encerra a edição do Festival Jazz Montreal e é convidado pelo Spoleto Festival USA. Em finais de 2017, para celebrar os seus 20 anos de carreira, publica “El Tiempo por Testigo”, pelo qual é nomeado Embaixador Cultural Internacional de Sevilha.

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“EL TIEMPO POR TESTIGO”

PIANO DORANTES • CONTRABAIXO FRANCIS POSÉ • BATERIA JAVIER RUIBAL • BAILE ADELA CAMPALLO • CORO INFANTIL 

Um álbum que celebra os 20 anos de carreira artística do autor e que inclui 10 obras, 7 atualizações e versões de temas que marcaram a sua carreira, que mostra neste concerto, amadurecidas e regravadas anos depois. Apresenta também 3 temas inéditos, numa procura de novas sonoridades.

Com formação em trio e Dorantes no piano, é acompanhado pela experiência de Francis Posé no contrabaixo, com mais de 30 anos de carreira, e o virtuoso som de Javier Ruibal na bateria. Como artista convidada, conta com a elegância de movimentos da bailarina solista de Antonio Canales, Adela Campallo.

O piano flamenco elevado à categoria de mito mais além da ortodoxia flamenca.

EDUARDO GUERRERO  

CASA DA MÚSICA

Eduardo Guerrero (1983, Cádis) estuda Dança Espanhola no Conservatório de Dança de Cádis, para mais tarde ampliar os
seus conhecimentos de dança contemporânea com David Greenall e de dança clássica com Monstserrat Marín.

Em 2002 começa a trabalhar com grandes artistas do panorama nacional, que valorizam a sua inquestionável qualidade, a sua capacidade física e a sua técnica refinada, interpretando papéis principais em: Companhia Eva Yerbabuena, Companhia Rocío Molina, Ballet Espanhol de Múrcia e Companhia Antonio Canales, entre outros.

Em 2011 com a sua própia coreografia “Mayo”, ganha o primeiro prémio do Concurso Coreográfico de Conservatórios Profissionais.

Entre os numerosos prémios que asseguram a sua trajetória, mencionamos o primeiro prémio de baile do prestigiado Festival de las Minas de la Unión 2013, o prémio mais importante do flamenco, o que consolidou a sua consagração. Em 2017 o seu espetáculo “Guerrero” ganha o Prémio do Público, do Festival de Xerez.

É o momento deste grande bailarino que, com uma estética atual, um profundo conhecimento da essência do flamenco, o talento, o físico poderoso e grande carisma, triunfa onde dança.

A crítica destaca a sua técnica e sapateado poderoso, as suas voltas perfeitas e sobretudo, que nunca perde a elegância, que é o seu selo de identidade.

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“GUERRERO”

BAILE EDUARDO GUERRERO • GUITARRAS JAVIER IBÁÑEZ, JUAN J. ALBA • VOZES/PALMAS ANABEL RIVERA, SANDRA ZARZANA

No século IV a.c, o general Sun Tzu escreveu um livro de estratégia militar – A Arte da Guerra – no qual afirmou: “A melhor
vitória é vencer sem combater”, e é o que acontece no teatro de operações do amor.

Esse é o cenário escolhido por Eduardo Guerrero para o seu novo espetáculo, que leva como nome o seu apelido.
Neste espetáculo, Eduardo centra a sua relação com as mulheres nesse território limite onde o sentimento convive com a
sensualidade. Esse é, em linhas gerais, o seu pretexto, fazer da guerra uma arte.

Este espetáculo marca, sem dúvida, um antes e um depois na sua trajetória.