Flamenco Heritage II 2019

COM APOIO DE

ÚRSULA LÓPEZ CIA.

SINTRA • 25 MAIO • C.C. OLGA CADAVAL, Auditório Jorge Sampaio

LAGOA • 13 JULHO • AUDITÓRIO MUNICIPAL DE LAGOA

O conceito de baile das duas irmãs é deixar as novas influências do contemporâneo contrastarem com a expressão mais “jonda”, dando assim riqueza a cada movimento.

Face à maturidade de Úrsula, à sua própria personalidade e potencial flamenco, está a naturalidade de movimentos e fineza de Tamara. A 1ª é terra, a 2ª é ar.

ÚRSULA
Úrsula López é licenciada em dança espanhola e dança clássica no Conservatório de Dança de Málaga. Mais tarde muda para Sevilha, onde continua a sua formação com o mestre Manolo Marín, com o qual inicia a carreira profissional na
ópera “Carmen”, sob a direção de Carlos Saura.

Em 1996 é selecionada pelo Ballet Flamenco Andaluzia, no qual é solista durante 8 anos e do qual é atualmente diretora.

Em 2004 começa como artista convidada do Ballet Nacional de Espanha, no qual permanece 2 anos.

TAMARA
Tamara López é licenciada em dança espanhola e dança clássica nos Conservatórios de Dança de Málaga e Sevilha e licenciada em dança contemporânea na Royal Academy of Dance.

Em 2000 começa uma viagem de 12 anos no Ballet Nacional de Espanha como solista e primeira figura, interpretando
obras de mestres como Antonio Canales e Antonio Gades.

Em 2004 é artista convidada no Adelaide Dance Festival de Austrália e em 2009 é convidada pela Companhia Sojhi
Kojima, galardoada a mérito cultural pelo imperador do Japão, a participar na direção e coreografia da obra “Celestina”,
considerada pelos críticos a melhor obra de dança estreada no Japão no séc.XXI.

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“BAILÁNDOTE”

A PACO DE LUCÍA

BAILE ÚRSULA LÓPEZ, TAMARA LÓPEZ • CANTE GEMA CABALLERO • GUITARRA JAVIER PATINO • PERCUSÃO RAÚL SOTO

O espetáculo “Bailándote”, que abriu a IV edição do Encontro Internacional de Guitarra Paco de Lucía, sintetiza o pensamento do ilustre guitarrista e permite que o espectador anteponha as sensações que lhe provoca a obra, ás motivações da criação do compositor, o que permite que a estética seja um ato de compreensão e de introdução
numas melodias que feitas para a guitarra, foram concebidas para sonhar.

Cada baile contém a presença do compositor, o que manifesta não só a virtuosidade das irmãs, mas que tudo está
trabalhado nos mínimos detalhes e que todos os passos têm um propósito. No espetáculo podemos apreciar uma perfeita colocação e um traçado de diagonais que realça a fusão de técnicas de flamenco com dança espanhola, dança clássica, folclore e escola boliche.

A direção musical é de Javier Patino, junto a uma das melhores cantoras do momento, Gema Caballero, e aos ritmos de Raúl Soto.

DORANTES 

ÉVORA • 17 AGOSTO • PRAÇA DO GIRALDO

Conhecido como “a jóia do piano flamenco”, Dorantes nasce em Sevilha e pertence a uma das familias ciganas lendárias da história do flamenco.

Estuda no Conservatório Superior de Música de Sevilha, sendo o artista que introduziu o piano no flamenco.

Em 1998 compõe o emblemático “Orobroy”, considerado hoje um clássico do flamenco, pelo qual recebe o Prémio Demófilo a artista revelação da Fundação Machado, e o Prémio Nacional da Crítica Especializada Flamenco Hoy, ao melhor disco instrumental do ano. 

Em 2002 compõe o álbum “Sur”, com o qual se torna de novo pioneiro, introduzindo instrumentos étnicos num álbum flamenco. Volta a receber o Prémio Flamenco Hoy ao melhor disco intrumental do ano, e é premiado na Bienal de Sevilha com 4 “Giraldillos” por um único espetáculo, o que nunca tinha acontecido antes.
Em 2005 realiza a composição musical da obra ” Lisistrate”, para o Ballet Nacional de Tokyo e também o concerto benéfico de Save the Childrens, no Royal Albert Hall de Londres. Em 2008 após receber outro “Giraldillo”, Dorantes mostra o seu lado como produtor, sendo o diretor musical e produtor do disco de honra a Gabriel García Márquez, premiado pela Fundação Machado a Melhor Produção do Bienio 06-08 e nomeado aos Prémios da Música. 

Em 2009 recebe o Prémio Nacional Jovem Criador, sendo descrito pela crítica como um escrupuloso na técnica, inovador na composição e perfeito na execução. É diretor musical de “Flamenco Sinfónico”, obra concebida para orquestra, compondo para todos os instrumentos da mesma. A obra foi representada pelas Orquestras de Moscovo, de Tokyo, de Sofia e de Málaga, o que o torna um dos melhores criativos com numerosos encontros interculturais e propostas cénicas contemporâneas. 

Em 2012 encerra a edição do Festival Jazz Montreal e é convidado pelo Spoleto Festival USA. Em finais de 2017, para celebrar os seus 20 anos de carreira, publica “El Tiempo por Testigo”, pelo qual é nomeado Embaixador Cultural Internacional de Sevilha. 

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“INTERACCIÓN” 

PIANO DORANTES • BATERIA JAVIER RUIBAL • BAILE ÚRSULA LÓPEZ  

“Interacción” é uma aproximação às origens do flamenco, onde os nós e as palmas eram a base de todo o desenvolvimento musical e expressivo. Um interessante conceito e diálogo artístico no qual os três elementos dirigidos desde o piano de Dorantes, recriam um espaço intenso e atraente de ritmos e expressões que reúnem a alma e força do flamenco por principio, como forma de expressão mediante a qual se transmitem mutuamente os seus pensamentos, desejos e emoções.

EDUARDO GUERRERO  

VILA FRANCA DE XIRA • 5 OUTUBRO • PRAÇA TOIROS, PALHA BRANCO

Eduardo Guerrero (1983, Cádis) estuda Dança Espanhola no Conservatório de Dança de Cádis, para mais tarde ampliar os seus conhecimentos de dança contemporânea com David Greenall e de dança clássica com Monstserrat Marín.

Em 2002 começa a trabalhar com grandes artistas do panorama nacional, que valorizam a sua inquestionável qualidade, a sua capacidade física e a sua técnica refinada, interpretando papéis principais em: Companhia Eva Yerbabuena, Companhia Rocío Molina, Ballet Espanhol de Múrcia e Companhia Antonio Canales, entre outros.

Em 2011 com a sua própia coreografia “Mayo”, ganha o primeiro prémio do Concurso Coreográfico de Conservatórios Profissionais.

Entre os numerosos prémios que asseguram a sua trajetória, mencionamos o primeiro prémio de baile do prestigiado Festival de las Minas de la Unión 2013, o prémio mais importante do flamenco, o que consolidou a sua consagração. Em 2017 o seu espetáculo “Guerrero” ganha o Prémio do Público, do Festival de Xerez.

É o momento deste grande bailarino que, com uma estética atual, um profundo conhecimento da essência do flamenco, o talento, o físico poderoso e grande carisma, triunfa onde dança.

A crítica destaca a sua técnica e sapateado poderoso, as suas voltas perfeitas e sobretudo, que nunca perde a elegância, que é o seu selo de identidade.

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“GUERRERO”

BAILE EDUARDO GUERRERO • GUITARRAS JAVIER IBÁÑEZ, JUAN J. ALBA • VOZES/PALMAS ANABEL RIVERA, SANDRA ZARZANA, SAMARA MONTÁÑEZ

No século IV a.c, o general Sun Tzu escreveu um livro de estratégia militar – A Arte da Guerra – no qual afirmou: “A melhor
vitória é vencer sem combater”, e é o que acontece no teatro de operações do amor.

Esse é o cenário escolhido por Eduardo Guerrero para o seu novo espetáculo, que leva como nome o seu apelido.
Neste espetáculo, Eduardo centra a sua relação com as mulheres nesse território limite onde o sentimento convive com a
sensualidade. Esse é, em linhas gerais, o seu pretexto, fazer da guerra uma arte.

Este espetáculo marca, sem dúvida, um antes e um depois na sua trajetória.