OFF Festival – Aula Enrique Morente

15 de Setembro 2020 – Local a definir

Lenguaje y Flamenco / “15/09/2010 – 24 horas de Morente com Lorca em Lisboa”

Convidados
Aurora Carbonell – Artista e mulher de Enrique Morente
Laura García Lorca – Presidente da Fundação Federico García Lorca
Soleá Morente – Artista e filha de Enrique Morente
Luis García Montero – Prémio Nacional de Poesia 1995
Iñaki Abad Leguina – Director do Instituto Cervantes de Lisboa
Nuno Pacheco – Jornalista

El Perrete

17 de Outubro 2020 – Voz do Operário

Francisco Escudero Marqués, mais conhecido como “El Perrete”, é um cantor estremenho.

Em 2010 consegue a bolsa de estudos “Porrina de Badajoz” e muda-se para Sevilha para aprofundar o seu conhecimento e continuar a sua formação na prestigiada Fundação Cristina Heeren, onde recebe aulas de mestres do cante flamenco.

Começa a sua trajetória profissional realizando cante para o baile, para bailarinos como Rafael e Adela Campallo.

Hoje já apresentou os seus espetáculos nos melhores tablaos e festivais nacionais, assim como em países como México, Croácia ou China.

Entre os 17 prémios que já obteve, cabe destacar os dois prémios conseguidos no Festival Internacional del Cante de las Minas no ano 2018; e o Primeiro Prémio Memorial Juan Valderrama no ano 2019, destacando-o como um dos melhores cantores da nova geração do flamenco. Também em 2019 é nomeado artista revelação pela sua tournée da AIE, na qual se vendem todos os bilhetes dos diversos concertos. 

Exerce a docência na Associação Porrina de Badajoz, onde é professor de cante e o grande impulsionador dos jovens flamencos.

Conta com dois trabalhos discográficos: “Quiso Dios” e “Cantes de Laboreo”, apresentados na Sala García Lorca de Madrid.

El Perrete caracteriza-se por um cante “antigo” lotado de conhecimento e de recursos que consegue transmitir acima do palco.

Anabel Veloso

17 de Outubro 2020 – Voz do Operário

Anabel Veloso é uma bailarina formada com grandes mestres do flamenco como Matilde Coral e Eva Yerbabuena.
Tendo feito parte das melhores companhias flamencas do mundo como Cia. María Pagés ou o Ballet Flamenco Andaluzia, Anabel tem sido capaz de plasmar toda essa aprendizagem no projeto da sua própria companhia, consolidando-se no panorama flamenco atual. A Companhia produz e distribui espetáculos de Flamenco cénico e é líder mundial em produção de espetáculos de Flamenco para crianças.
Em 2018, Anabel deu mais um impulso à sua trajetória, recebendo o Prémio Melhor Intérprete da Andaluzia, dos Prémios PAD.
Anabel Veloso reflete na sua prolífica produção artística a naturalidade de quem sente o flamenco como força, necessidade de criar e de mostrar mundos estéticos e coreográficos carregados de recursos novos para o flamenco. Ver as suas obras é entender que tem mente, vista e corpo em ebulição, dispostos a colocar-se ao serviço da cultura e da dança.

Tablao

23 de Outubro 2020 – Casino Estoril

Maria Juncal

24 de Novembro 2020 – Casa da Música (ainda por confirmar)
27 de Novembro 2020 – Casino Estoril

COMPOR UM ROMANCE, FAZER RIMAR AS PALAVRAS, FAZER RIMAR OS SONS. A VIDA É UM ROMANCE, A CANÇÃO DE UM CAMINHANTE QUE NEM SEMPRE AVANÇA, MAS QUE NUNCA DEIXA DE CAMINHAR. A CANÇÃO DO DESPERTAR E DO AMOR, A DO PRIMEIRO ADEUS, A DA SOLIDÃO, A DE ONTEM, A DO MEDO, A DO CÉU E A DA MULHER.

Coreógrafa do Ballet Nacional de Espanha e da Equipa Nacional de Ginástica Rítmica de Espanha, Maria Juncal possui uma sólida base de formação em flamenco, ballet e dança espanhola.
Desde o início da sua trajectória profissional demostra indícios de uma qualidade artística excepcional.
Considerada pela crítica como uma das melhores intérpretes do flamenco da actualidade, actua como solista na Companhia Joaquín Cortés e no National Theatre of N.Y.
A sua técnica é totalmente contemporânea, num estilo elegante e muito definido, o que a levou a receber numerosas distinções, destacando-se o Prémio Nacional de Dança António Gades e o 1º Prémio e Trofeu “Desplante” do Festival de las Minas. Em 2011 é nomeada Embaixadora Universal do Flamenco pelo DIF Estatal de Tabasco, México.
Quem vê dançar Maria Juncal surpreende-se pela sua maturidade cénica, a sua perfeição, a profundidade dos seus movimentos e a paixão e força que imprime na sua dança, que nos faz lembrar as maiores bailarinas do flamenco. Fazem parte da sua dança facetas inéditas de expressão artística, de pura criação pessoal, impressionando o espectador pela sua energia e beleza.
Por outro lado, através das suas actuações no flamenco, oferece possibilidades educativas e artísticas aos mais desfavorecidos, trabalho que é reconhecido pelas instituições ligadas à cultura, como a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento.

Ricardo Ribeiro e Duquende

2021

Ricardo Ribeiro é sem dúvida um dos mais destacados valores da nova geração de fadistas portugueses.

Com 17 anos de idade e ainda em aprendizagem, sagra-se vencedor do concurso da Grande Noite do Fado de Lisboa. No ano seguinte volta a ganhar o concurso.

Em 2008 lança, em conjunto com o compositor libanês  Rabih Abou-Khalil, o álbum “Em Português”, eleito “Top of the World Album”, atribuído pela revista inglesa  Songlines.

Em 2016, sendo possuidor de vários Discos de Ouro, Ricardo publica o seu 5º álbum de estúdio “Hoje é assim, amanhã não sei”, trabalho pelo qual recebe a cotação máxima (5 estrelas) no jornal Expresso e na revista britânica Songlines, que o nomeia como a melhor voz masculina do fado da sua geração.

 

Duquende é um cantor de etnia cigana, considerado o discípulo do famoso Camarón de la Isla e uma das referências actuais do cante, com uma marcada personalidade e uma longa trajetória a solo.

Com 8 anos de idade, Camarón de la Isla convida-o a subir ao palco durante um espectáculo seu.

Em 1996 torna-se o 1º cantor de flamenco a ser convidado para dar um recital no Theâtre des Champs Élysées, vindo a actuar desde então com bastante frequência no mesmo.

Foi o cantor de Paco de Lucía durante vários anos, tendo feito parte dos seus espectáculos nas digressões internacionais.

Na sua constante evolução, Duquende surpreende sempre pela sua inspiração, pelo seu excelente timbre vocal e pela sua destreza rítmica.

Além dos aspectos técnicos da sua música, Duquende é possuidor dum inegável carisma cênico.

Rafael Riqueni e Ricardo Parreira

2021

Figura icónica da guitarra flamenca, Rafael Riqueni apresenta o seu álbum de regresso, considerado pela crítica mais exigente uma obra-prima.
Trata-se de “Parque de María Luisa”, publicado com a Universal Music após 21 anos de silêncio, e que se converte no regresso de um dos maiores génios surgidos do flamenco e da música espanhola. Uma obra que expressa o impressionismo que vem desde a raiz flamenca, para protagonizar um caminho até à suma beleza de lugares e vivências que permaneceram na memória mais íntima do criador.
Sensibilidade e beleza nas mãos de um homem de Triana (Sevilha) que com 14 anos já tinha ganho dois dos principais prémios nacionais de guitarra e que hoje conta com um interessante conjunto de distinções. Em 2014 recebe o “Prémio Giraldillo pela Mestria” da Bienal de Sevilha, pela sua música universal, que o situa como um dos grandes mestres da história da guitarra. Em 2017 recebe o Nobel do Flamenco, “El Compás del Cante”, pela sua autenticidade, qualidade técnica, emotividade e capacidade expressiva, e também pela sua repercussão na história da guitarra flamenca e do flamenco em geral.
Vale a pena sublinhar os seus inovadores conceitos harmónicos e de composição, que definem o seu inconfundível estilo, influenciado pela música clássica.
Como artista convidado, Ricardo Parreira vai ser o protagonista da guitarra portuguesa. Um guitarrista da nova geração que já demonstrou as suas qualidades nos espaços de excelência, como são o CCB ou a Casa da Música, e em digressões internacionais nos Estados Unidos e Bélgica.

Grande Gala Baile

2021

Flamenco Atlântico apresenta a Grande Gala de Baile, onde se realiza a proposta de uma reunião em palco de artistas de excelência.

Tradição e vanguarda com artistas de grande categoria e com o objectivo de mostrar o amplo espaço de possibilidades de dança flamenca.

Não há dúvida de que será uma grande festa, carregada de emoção e arte.

Los Voluble & Raúl Cantizano

2021

Ninguém em Espanha faz o que fazem #Los Voluble: crítica social, comentário político a partir de remixes de imagens (ambos pertencem ao mundo audiovisual e são excelentes realizadores e editores) e uma perspectiva vanguardista do sonoro.

Continuando com a senda das abordagens articuladas em “Raverdial”, espectáculo com El Niño de Elche onde obteve enorme êxito e repercussão no festival Sónar, Los Voluble propõem em “Flamenco Is Not A Crime” uma nova reviravolta à sua mistura de electrónica, flamenco, imagens e crítica política.

Neste novo show, Pedro e Benito Jiménez inspiram-se no movimento “free party is not a crime” para reflectir à volta do flamenco de forma directa, contrapondo a outros estilos (footwork, grime, dub, reggaeton) e assinalando os contrastes e as distâncias entre as visões mais puristas e as mais vanguardistas do género.

Em formato DJ/VJ, Los Voluble alimentam-se da experimentação audiovisual e da mistura ao vivo para realizar sessões ecléticas e dançáveis que não deixam ninguém indiferente.

Cantizano é um guitarrista eclético implicado em diversos projectos de investigação e criação à volta do flamenco, numa procura das múltiplas oportunidades que proporciona esta arte no momento de enfrentar novas interpretações.

É um artista adscrito e proscrito do flamenco, um músico viciado na improvisação e no aspecto cénico, capaz de passear as suas habilidades com a guitarra pelos espaços mais diversos e insuspeitáveis.

Paralelamente, na sua faceta mais flamenca, desenvolve uma longa trajectória como guitarrista de acompanhamento ao canto e à dança.

Manuel Malou

 2021

 

A Rumba Catalana é um género musical que a comunidade cigana catalã na cidade de Barcelona desenvolve desde meados dos anos 60, tomando ritmos que derivam da rumba flamenca com influências da música cubana e rock & roll.  Manuel Malou é um dos grandes clássicos no que à rumba catalã se refere. O guitarrista, cantor, compositor, produtor e músico cinematográfico ganha o seu 1º prémio com 8 anos, num festival flamenco da Sala Bataclan de Paris. Realiza o seu 1º trabalho discográfico em Madrid com o seu irmão, sob o nome de “Los Golfos”. Seguiram-se depois muitos mais álbuns. Conta hoje com mais de 10 obras.

Malou é caracterizado por se situar numa constante viagem à procura de novas sonoridades, onde se funde a rumba, o flamenco, o rock com sons tropicais e o eletrónico com ritmos africanos. Na sua faceta como compositor, tem realizado composições para artistas de nível mundial, desde Carmen Linares e Niña Pastori, até artistas como Tokiko Kato ou David Koven. Realizou as bandas sonoras originais dos filmes “Gazon Maudit” de Josiane Balasko, “Taxi” de Carlos Saura e “Fugitivas” de Miguel Hermono.