programa 2021

Ricardo Ribeiro e Duquende e Faustino Nuñes

17 de abril de 2021 – Salão preto e prata Casino Estoril

Ricardo Ribeiro é sem dúvida um dos mais destacados valores da nova geração de fadistas portugueses.

Com 17 anos de idade e ainda em aprendizagem, sagra-se vencedor do concurso da Grande Noite do Fado de Lisboa. No ano seguinte volta a ganhar o concurso.

Em 2008 lança, em conjunto com o compositor libanês  Rabih Abou-Khalil, o álbum “Em Português”, eleito “Top of the World Album”, atribuído pela revista inglesa  Songlines.

Em 2016, sendo possuidor de vários Discos de Ouro, Ricardo publica o seu 5º álbum de estúdio “Hoje é assim, amanhã não sei”, trabalho pelo qual recebe a cotação máxima (5 estrelas) no jornal Expresso e na revista britânica Songlines, que o nomeia como a melhor voz masculina do fado da sua geração.

Duquende é um cantor de etnia cigana, considerado o discípulo do famoso Camarón de la Isla e uma das referências actuais do cante, com uma marcada personalidade e uma longa trajetória a solo.

Com 8 anos de idade, Camarón de la Isla convida-o a subir ao palco durante um espectáculo seu.

Em 1996 torna-se o 1º cantor de flamenco a ser convidado para dar um recital no Theâtre des Champs Élysées, vindo a actuar desde então com bastante frequência no mesmo.

Foi o cantor de Paco de Lucía durante vários anos, tendo feito parte dos seus espectáculos nas digressões internacionais.

Na sua constante evolução, Duquende surpreende sempre pela sua inspiração, pelo seu excelente timbre vocal e pela sua destreza rítmica.

Além dos aspectos técnicos da sua música, Duquende é possuidor dum inegável carisma cênico.

Faustino Nuñes é licenciado e mestre em musicologia pela Universidade de Viena. Violoncelista e guitarrista, foi director musical da companhia António Gades bem como presidente da sua Fundação.

Catedrático do conservatório superior de Córdoba entre 2006 e 2017, professor da aula de flamencologia da universidade de Cádiz e professor de mestrado de flamenco na universidade de Cádiz e da ESMUC.

Rafael Riqueni e Ricardo Parreira

2021

Figura icónica da guitarra flamenca, Rafael Riqueni apresenta o seu álbum de regresso, considerado pela crítica mais exigente uma obra-prima.
Trata-se de “Parque de María Luisa”, publicado com a Universal Music após 21 anos de silêncio, e que se converte no regresso de um dos maiores génios surgidos do flamenco e da música espanhola. Uma obra que expressa o impressionismo que vem desde a raiz flamenca, para protagonizar um caminho até à suma beleza de lugares e vivências que permaneceram na memória mais íntima do criador.
Sensibilidade e beleza nas mãos de um homem de Triana (Sevilha) que com 14 anos já tinha ganho dois dos principais prémios nacionais de guitarra e que hoje conta com um interessante conjunto de distinções. Em 2014 recebe o “Prémio Giraldillo pela Mestria” da Bienal de Sevilha, pela sua música universal, que o situa como um dos grandes mestres da história da guitarra. Em 2017 recebe o Nobel do Flamenco, “El Compás del Cante”, pela sua autenticidade, qualidade técnica, emotividade e capacidade expressiva, e também pela sua repercussão na história da guitarra flamenca e do flamenco em geral.
Vale a pena sublinhar os seus inovadores conceitos harmónicos e de composição, que definem o seu inconfundível estilo, influenciado pela música clássica.
Como artista convidado, Ricardo Parreira vai ser o protagonista da guitarra portuguesa. Um guitarrista da nova geração que já demonstrou as suas qualidades nos espaços de excelência, como são o CCB ou a Casa da Música, e em digressões internacionais nos Estados Unidos e Bélgica.

Maria Juncal

11 de Junho 2021 – Salão Preto e Prata Casino Estoril
“LA VIDA ES UN ROMANCE”

Coreógrafa do Ballet Nacional de Espanha e da Equipa Nacional de Ginástica Rítmica de Espanha, Maria Juncal possui uma sólida base de formação em flamenco, ballet e dança espanhola.

Considerada pela crítica como uma das melhores intérpretes do flamenco da actualidade, actua comosolista na Companhia Joaquín Cortés e no National Theatre of N.Y.

Quem vê dançar Maria Juncal surpreende-se pela sua maturidade cénica, a sua perfeição e a profundidade dos seus movimentos e da paixão e força que imprime na sua dança. Fazem parte da sua dança facetas inéditas de expressão artística, de pura criação pessoal, impressionando o espectador pela sua energia e beleza.

Eduardo Guerrero

13 de Novembro 2021 – Salão Preto e Prata Casino Estoril
Eduardo Guerrero (1983, Cádis) estuda Dança Espanhola no Conservatório de Dança de Cádis, para mais tarde ampliar os seus conhecimentos de dança contemporânea com David Greenall e de dança clássica com Monstserrat Marín.

Em 2002 começa a trabalhar com grandes artistas do panorama nacional, que valorizam a sua inquestionável qualidade, a sua capacidade física e a sua técnica refinada, interpretando papéis principais em: Companhia Eva Yerbabuena, Companhia Rocío Molina, Ballet Espanhol de Múrcia e Companhia Antonio Canales, entre outros.

Em 2011 com a sua própia coreografia “Mayo”, ganha o primeiro prémio do Concurso Coreográfico de Conservatórios Profissionais.

Entre os numerosos prémios que asseguram a sua trajetória, mencionamos o primeiro prémio de baile do prestigiado Festival de las Minas de la Unión 2013, o prémio mais importante do flamenco, que consolidou a sua consagração. Em 2017 o seu espetáculo “Guerrero” ganha o Prémio do Público, do Festival de Jerez.

É o momento deste grande bailarino que, com uma estética atual, um profundo conhecimento da essência do flamenco, o talento, o físico poderoso e grande carisma, triunfa onde dança.

A crítica destaca a sua técnica e sapateado poderoso, as suas voltas perfeitas e sobretudo, nunca perde a elegância, que é o seu selo de identidade.

Anabel Veloso

Anabel Veloso é uma bailarina formada com grandes mestres do flamenco como Matilde Coral e Eva Yerbabuena.

Tendo feito parte das melhores companhias flamencas do mundo como Cia. María Pagés ou o Ballet Flamenco Andaluzia, Anabel tem sido capaz de plasmar toda essa aprendizagem no projeto da sua própria companhia, consolidando-se no panorama flamenco atual. A Companhia produz e distribui espetáculos de Flamenco cénico e é líder mundial em produção de espetáculos de Flamenco para crianças.

Em 2018, Anabel deu mais um impulso à sua trajetória, recebendo o Prémio Melhor Intérprete da Andaluzia, dos Prémios PAD.

Anabel Veloso reflete na sua prolífica produção artística a naturalidade de quem sente o flamenco como força, necessidade de criar e de mostrar mundos estéticos e coreográficos carregados de recursos novos para o flamenco. Ver as suas obras é entender que tem mente, vista e corpo em ebulição, dispostos a colocar-se ao serviço da cultura e da dança.

Los Voluble & Raúl Cantizano

2021

Ninguém em Espanha faz o que fazem #Los Voluble: crítica social, comentário político a partir de remixes de imagens (ambos pertencem ao mundo audiovisual e são excelentes realizadores e editores) e uma perspectiva vanguardista do sonoro.

Continuando com a senda das abordagens articuladas em “Raverdial”, espectáculo com El Niño de Elche onde obteve enorme êxito e repercussão no festival Sónar, Los Voluble propõem em “Flamenco Is Not A Crime” uma nova reviravolta à sua mistura de electrónica, flamenco, imagens e crítica política.

Neste novo show, Pedro e Benito Jiménez inspiram-se no movimento “free party is not a crime” para reflectir à volta do flamenco de forma directa, contrapondo a outros estilos (footwork, grime, dub, reggaeton) e assinalando os contrastes e as distâncias entre as visões mais puristas e as mais vanguardistas do género.

Em formato DJ/VJ, Los Voluble alimentam-se da experimentação audiovisual e da mistura ao vivo para realizar sessões ecléticas e dançáveis que não deixam ninguém indiferente.

Cantizano é um guitarrista eclético implicado em diversos projectos de investigação e criação à volta do flamenco, numa procura das múltiplas oportunidades que proporciona esta arte no momento de enfrentar novas interpretações.

É um artista adscrito e proscrito do flamenco, um músico viciado na improvisação e no aspecto cénico, capaz de passear as suas habilidades com a guitarra pelos espaços mais diversos e insuspeitáveis.

Paralelamente, na sua faceta mais flamenca, desenvolve uma longa trajectória como guitarrista de acompanhamento ao canto e à dança.

PROFESSOR FAUSTINO NUÑES

Instituto Cervantes

Licenciado e mestre em musicologia pela Universidade de Viena deu cursos e seminários de flamenco pelo mundo todo. Violoncelista e guitarrista foi director musical da companhia António Gades bem como presidente da sua Fundação.

Director do selo Deutsche Grammophon na Universal Music Spain.

Trabalhou com artistas como Javier Barón, Antonio Márquez, Carlos Núñez e Carmen Cortés, entre outros. Autor de vários livros didáticos e de carácter científico sobre o flamenco e a música espanhola.

Produtor discográfico e colaborador durante 20 anos da Companhia Discográfica Universal. Colaborador do departamento editorial do Teatro Real de Madrid. Autor da página web www.flamencopolis.com e do blogue de flamenco no séc XIX “el afinador de noticias”.

Director musical da série “flamenco para tus ojos” da RTVE.

Catedrático do conservatório superior de Córdoba entre 2006 e 2017, professor da aula de flamencologia da universidade de Cádiz e professor de mestrado de flamenco na universidade de Cádiz e da ESMUC.